Coleção
Capa

O JOGO DAS MORADAS PULSANTES

de Tadeu Pereira

 

Sinopse do livro

Bia deseja muito voltar a conviver com a avó, que está internada em um hospital. Bastante triste, a menina acaba recebendo a visita da misteriosa Moça de Preto, que a convida para participar de um estranho jogo que pode salvar sua avó. Seguindo as instruções da moça, Bia vai parar na terra das Moradas Pulsantes, onde há uma casa, em situação precária, que representa a avó. Para chegar a essa casa, a garota tem de vencer três desafios propostos por animais falantes. Ultrapassada essa etapa, a menina chega à casa e, com a ajuda de um casal de urubus, Ba e Bu, inicia o trabalho de reforma do imóvel, cujo resultado terá conseqüências diretas na recuperação de sua avó. No desenrolar desse jogo, Bia faz importantes descobertas para sua própria vida.

 

Palavras do Autor

Sou um careta normal, desses que você encontra falando sozinho na rua. Moro e trabalho em São Paulo, de onde eu vivo querendo ir embora, mas nunca vou. Para espantar a tensão do dia-a-dia, escrevo histórias infanto-juvenis. Tenho cinco livros publicados por várias editoras de São Paulo, o que não é muito, mas serviu para espantar bastante tensão. Acredito que você vai gostar da Bia, a personagem principal da história, porque ela tem um recurso para enfrentar os problemas que lhe surgem à frente: o raciocínio. Depois de ler a história, faça um teste: se estivesse no lugar da Bia, você seria capaz de vencer o jogo? Grande abraço.

 

Ficha técnica

 

Proposta de trabalho

 

ANTES DA LEITURA


1. Este livro faz parte da coleção Sim, Sim, Salabim! Sugira aos alunos que leiam as informações sobre a coleção que se encontram na 4ª capa. Questione o que eles entendem dessa expressão e se já a ouviram antes. Explique então que se trata de palavras encantadas, como Abracadabra!, ditas pelos mágicos antes de algo surpreendente acontecer. Sendo assim, incentive o grupo a lançar hipóteses sobre o que acreditam que vão encontrar na história, possivelmente um enredo mágico, que os transportará a lugares maravilhosos e acontecimentos inusitados.


2. Trabalhe o entendimento do título e, a partir dele, expanda a formulação de hipóteses sobre a história. Não é um título autoevidente: o que significam moradas, e pulsantes? Como pode ser um jogo envolvendo “moradas pulsantes”?

Explore em detalhes a imagem da capa, e, depois, faça uma associação com o título do livro. O que pode ser visualizado nessa imagem? Parece ser uma menina, virada de costas, e ela está olhando para uma casa. Será que ela participa desse jogo? Relacione também a palavra “casa” a “morada”, presente no título. Como é essa casa? Remete a alguma casa conhecida? E a vegetação que a circunda, como pode ser descrita?

Será que a capa simboliza/resume algo a respeito da história? Folheie o livro, para que as imagens do miolo possam complementar a leitura da capa. É possível listar no quadro as hipóteses sugeridas pela turma, para, posteriormente, checar aquelas que de fato corresponderam ao enredo.



DURANTE A LEITURA


1. Após a leitura, interrogue os alunos sobre a forma como o enredo se desenvolve. Onde a história acontece? Explore as mudanças de espaço na narrativa e que características eles têm. Quem são os personagens? Como eles se comportam e que papel desempenham na história? É interessante analisar o que seriam três partes do enredo:

I. a menina no hospital, ao lado da avó, que está à beira da morte, recebendo a visita de uma pessoa desconhecida. Como é esta pessoa? A maneira como ela se veste sugere alguma coisa de sua personalidade ou de sua função na narrativa? Incentive os alunos a relacionarem seu nome, “Moça de Preto”, ao contexto. O que esta pessoa misteriosa propõe? O que Bia faz em relação à proposta?

II. Num segundo momento, Bia tem que vencer alguns testes para efetivamente começar a participar do “Jogo das Moradas Pulsantes”. Motive os alunos a refletir sobre as perguntas feitas pelos bichos a Bia e a estratégia que ela utiliza para se “safar” das artimanhas desses animais e seguir em frente, rumo ao jogo. Chame a atenção para a razoabilidade e a sensatez das respostas da personagem (a menina raciocina para encontrar a melhor resposta).

III. Qual era o jogo afinal? O que Beatriz deve fazer? É normal que a reforma de uma casa se desfaça todas as noites e que Bia seja obrigada a refazê-la indefinidamente? O que, enfim, isso representa?


2. Chame a atenção para a caracterização do espaço da narrativa, principalmente no que se refere às ilustrações. Note a presença marcante das folhas caindo e das cores que iluminam os cenários. Que impressão os leitores têm das ilustrações? Como elas se relacionam à história que está sendo contada? As imagens contribuem para a criação de um espaço mágico, pleno de fantasia? Sugira aos alunos que encontrem elementos de cenário que sejam representativos do enredo, incentivando-os a estabelecer conexões entre texto verbal e não verbal. Leia com o grupo o que diz o ilustrador a respeito de seu trabalho, no texto de apresentação.


3. Converse também sobre os sentimentos que perpassam o enredo. Beatriz estava muito triste com a condição da avó, mas se dispõe a participar de um jogo para salvá-la. Ao adentrar o universo desconhecido do jogo, como ela se comporta? De que forma a menina reage à destruição da casa após cada reforma? Como os alunos interpretam sua atitude? Um sinal de resignação? Ou, ao contrário, um sinal de perseverança? Estimule o grupo a dar opiniões a respeito dessa questão.

Escreva no quadro os sentimentos evocados pelos alunos, pedindo a eles que se manifestem sobre qual/quais é(são) mais forte(s) ou frequente(s) na história. Pode-se ainda interrogar qual deles chamou mais a atenção das crianças e por quê.

No final da obra – e uma ponte com a ilustração é interessante aqui – a menina se entristece e chora (observe a face com a lágrima, que está em primeiro plano na p. 34), contudo, fica aliviada e feliz ao saber que a avó se foi, mas que deixou com ela um pedacinho seu (chame a atenção para a serenidade da casa ao longe, na p. 37, e o sorrisinho tímido da personagem ao retornar ao hospital). O que é possível dizer que Bia aprendeu ao longo de sua trajetória?


4. No livro aparecem palavras escritas em outras línguas e o professor poderá escrevê-las no quadro. A partir do contexto, tente levar o grupo a identificar o que significam, porém, se necessário, sugira que pesquisem, consultem dicionários, etc.



DEPOIS DA LEITURA


1. Este livro trata de um assunto delicado: a morte e a perda de uma pessoa querida. Se julgar oportuno, converse com os alunos a respeito e pergunte se algum deles já perdeu alguém que amava, deixando-os se manifestar livremente (tomando bastante cuidado para não forçar ninguém a falar). Acolha e comente os relatos que vierem à tona, mas retome o tema central do livro: o aprendizado que Beatriz teve. A personagem aprendeu a aceitar a morte da avó e entendeu que isso é mesmo algo inevitável.


2. Peça que cada aluno pense em alguém de quem goste bastante e imagine essa pessoa como sendo uma casa. Que tipo de casa seria? Como é a sua aparência (porta, janelas, telhado, etc.)? Que cores predominam? Proponha aos alunos que desenhem a casa que imaginaram como sendo aquela que representa a pessoa escolhida. Com os desenhos, realize a montagem de um painel. Cada um escolhe o melhor lugar para colar a sua casa e pode desenhar também o que há ao redor dela. Pode-se usar materiais diversos para a confecção (recorte e colagem, sucatas, E.V.A., tintas, etc.).


3. É interessante propor às crianças a leitura do livro Menina Nina: duas razões para não chorar, de Ziraldo. Entre a obra de Ziraldo e a de Tadeu Pereira, o ponto comum é a relação entre uma avó que adoece e a neta.

Tratando da morte de forma profundamente sensível e utilizando uma linguagem simples, mas poética, o livro de Ziraldo conta a história de Nina, desde o seu nascimento, sua forte relação de carinho e admiração pela avó, até que acontece a morte desta personagem. A narrativa, então, passa a ter um ritmo tenso: Nina questiona a morte de sua querida avó.

Tanto a história de Ziraldo como a de Tadeu Pereira terminam com uma mensagem de esperança para aqueles que ficam. A morte acontece, mas o sentimento que predomina ao final das duas narrativas não é a tristeza. A intertextualidade com o livro de Ziraldo, no entanto, deve servir para iluminar o texto principal, O jogo das moradas pulsantes. Neste momento, as atividades têm o objetivo de ampliar as possibilidades de compreensão e de interpretação do texto lido, sem perder de vista o livro em questão.



Colaboração: Ana Cristina de Aguiar Bernardes, Gilmara Falk Ferreira Brunetto, Lorena Ostrovski, Luciana Princival Ivankio e Michelle Cezak Shoji

 

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